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Location Brazil, Rio Grande do Norte
Central coordinates 33o 47.00' West  3o 50.00' South
IBA criteria A4i, A4ii, A4iii
Area 36,249 ha
Altitude
Year of IBA assessment 2008

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Site description Situado a 260 km do continente e a 145 km de Fernando de Noronha, o Atol das Rocas é a única estrutura recifal de seu tipo no Atlântico Sul ocidental. Crescendo sobre o topo de um monte submerso a 15–30 m de profundidade, é constituído por um anel de algas coralíneas e, subordinadamente, corais, gastrópodos vermetíneos e o foraminífero incrustante Homotrema rubrum. Esse anel envolve uma lagoa com duas ilhas baixas, Farol e Cemitério, cada qual com 3 ha. As ilhas são recobertas por poucas espécies de plantas herbáceas (Crinum sp., Portulaca oleracea, Sesuvium portulacastrum, Cyperus ligularis e Eragostris prolisera). Há alguns coqueiros e casuarinas plantadas como aviso visual para as embarcações. Marés de sizígia associadas a ventos podem resultar em ondas que varrem parcialmente as ilhas, causando grande mortalidade entre as aves. O Atol das Rocas é uma conhecida área de reprodução de tartarugas marinhas (Chelonia mydas e Eretmochelys imbricata) e tubarões limão (Negaprion breviceps); além disso, é habitado por cinco espécies de peixes recifais compartilhados apenas com Fernando de Noronha. A Reserva Biológia de Atol das Rocas, decretada em 1979, foi a primeira unidade de conservação marinha criada no Brasil.

Key Biodiversity O Atol das Rocas abriga a maior concentração de aves marinhas nidificando em território brasileiro. Cinco espécies reproduzem se no atol: Sterna fuscata, Anous stolidus, A. minutus, Sula dactylatra e S. leucogaster. Todas nidificam no solo, exceto A. minutus, que faz seus ninhos sobre as ruínas de uma antiga construção. A falta de vegetação arbórea ou arbustiva adequada impede a reprodução de Fregata magnificens (tesourão) e Sula sula (atobá de pé vermelho), que freqüentam o atol vindos do arquipélago de Fernando de Noronha. O atol também é visitado por um pequeno número de migrantes provenientes do hemisfério norte, como Pluvialis squatarola, Charadrius semipalmatus, Arenaria interpres, Tringa spp., Calidris spp., Numenius phaeopus, Limosa lapponica, Limnodromus griseus e Sterna albifrons, e foi palco do único registro brasileiro de Glareola pratincola, espécie do Velho Mundo. A área qualifica se duplamente pelo critério A4ii, poisabriga mais de 1% da população global de Anous stolidus (trinta réis escuro) e Sula dactylatra (atobá mascarado). A população reprodutora de Sterna fuscata (trinta réis das rocas), embora não atinja 1% da população global, é a maior no Atlântico Sul, com até 140.000 indivíduos. Por fim, a população de Anous minutus (trinta réis preto), com cerca de 1.750 aves, está próxima do limite de 1% da população mundial da espécie.

Populations of IBA trigger species

Species Season Period Population estimate Quality of estimate IBA Criteria IUCN Category
Masked Booby Sula dactylatra breeding  1991-2004  5,100 individuals  unknown  A4ii  Least Concern 
Sooty Tern Onychoprion fuscatus breeding  140,000 individuals  poor  A4i  Least Concern 
Brown Noddy Anous stolidus breeding  1998-2004  18,700 individuals  unknown  A4i  Least Concern 
Black Noddy Anous minutus unknown  2004  1,750 individuals  poor  A4i  Least Concern 
A4iii Species group - waterbirds breeding  100,000-499,999 individuals  poor  A4iii   

Protected areas

Protected area Designation Area (ha) Relationship with IBA Overlap with IBA (ha)  
Atol das Rocas Biological Reserve 36,249 is identical to site 36,249  

References Kikuchi (2002); Schulz Neto (2004); Bellini et al. (1996); Sales (1991); Floeter et al. (2001); Antas (1991); Sick (1997); Schulz Neto (1998).

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Recommended citation  BirdLife International (2014) Important Bird Areas factsheet: Atol das Rocas. Downloaded from http://www.birdlife.org on 28/12/2014

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